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Núcleo Regional de Educação de Curitiba

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NRE Curitiba

23/08/2019

Inclusão é a melhor solução?

Inclusão é a melhor solução?
        Para a aluna Keli Machado Ribeiro sim, pois contrariando a própria história de vida ela foi inclusa no Ensino Regular, mesmo após ter passado por duas Escolas Especiais e por força de Lei, no ano em que iria começar a frequentar o 3º ano nesta segunda escola se viu obrigada a frequentar o Ensino Regular. Graças a vinda dela para as Escolas Regulares do seu município, Campo Magro, muitos olhares sobre a inclusão das pessoas cegas foram modificados.
        Ao iniciarem-se os primeiros contatos na Escola Municipal Vereador Hemetério Torres, Escola Estadual Divina Pastora e no Colégio Estadual Prof.ª Íria Borges de Macedo, naturalmente houve uma certa estranheza devido ao desconhecimento de como seria ministrar aulas ou ter uma aluna cega frequentando o Estabelecimento de Ensino. Surgiram muito questionamento, pois muitos acreditaram que seria inviável a frequência, mas todas essas dúvidas e receios se transformaram em motivação e entusiasmo para conhecer esse “mundo novo”.
        O Centro de Atendimento Especializado na Área Visual (CAE) esteve sempre presente, mostrando que era possível e que os Professores iriam acrescentar e muito na vida desta aluna e que todos iriam ganhar tendo a oportunidade de trabalhar com uma pessoa cega; confiante compilamos os nossos conhecimentos e transformamos em materiais escritos, com dicas e sugestões que acreditamos que seriam a melhor forma de convivência com pessoas cegas. Lógico que não existe manual pronto, mas, sim, algumas dicas sempre são bem vindas e passam sensação de apoio à equipe pedagógica, professores e aos funcionários das Escolas.
        Dessa forma, as Escolas já estavam ansiosas para receber a aluna e pôr em prática o que tinham aprendido no início do ano letivo e a sensação de apoio se transformou em algo concreto pois o CAE presta serviço Itinerante. Uma vez na semana atendendo a aluna em contra turno. Os professores entregavam materiais em tinta e recebiam de volta em Braille, tudo o que a aluna escrevia durante a semana em seus cadernos eram passados a tinta para que os professores pudessem acompanhar o seu desenvolvimento, corrigindo, explicando novamente ou ficando até mesmo surpresos com o retorno de acertos, pois devido a Keli ser bem retraída e ficar quietinha muitas vezes os professores vinham relatar “Nossa, achei que ela não tinha entendido e de repente ela escreveu realmente o que eu havia explicado” e outras frases do gênero. 
        Desta forma e sem causar estardalhaço a aluna Keli foi conquistando todas as pessoas que tiveram e tem oportunidade de conhecê-la, e com seu tom de voz baixo e com o seu “português” correto tanto na pronúncia quanto na escrita, transformou as Escolas,  primeiro mostrando que sim, as pessoas cegas podem ser inclusas com trabalho e comprometimentos de todos, e que os corredores, salas e refeitórios podem ser ocupados por alunos cegos e  que o som de suas bengalas podem ser ouvidos indo e voltando para buscar o seu notebook, caderno ou tirar alguma dúvida na secretaria. E que seu modo de pensar e agir são coerentes, pois mesmo em dias muito frio e estudando cedo, jamais pensou em faltar e como a secretaria do Colégio falou: “Quando muitos alunos faltavam devido ao frio ou a chuva muito forte, lá estava a Keli, sentada esperando o início da aula”. E nós do CAE que ao primeiro passo adentrando no Colégio já vinha um ou outro Professor do Regular nos entregar algo pra transcreverm
 os
(Braille para a tinta) ou para passar algum texto de tinta para o Braille, todos preocupados se estavam conseguindo fazer tudo o que podiam para a inclusão da aluna. 
        Essa combinação rendeu muitos frutos e um deles a aluna sendo um dos destaques do  Colégio Estadual Professora Íria Borges de Macedo.


Fonte: Arquivo próprio, aluna destaque 22/06/2018, Mãe Cristiane Machado e filha Keli M. Ribeiro
        Poesia escrita na disciplina de Filosofia sob orientação do Professor Jorge Prado. Mote: Não consigo

Eu não consigo
Não consigo parar de pensar
Não consigo dormir sem sonhar
Não consigo viver sem comer
e muito menos sem escrever
todos os não consigo sai fora
me deixe em paz e vai embora
Keli Machado Ribeiro



Lutas: Jogos de oposição (Puxadas e empurradas) sob orientação do Professor Alexandre Ziemmer na disciplina de Educação Física

Fonte: Professor Alexandre Ziemmer 13/06/2018

Atividade realizado no CAE no contra turno, sob orientação da Professora Claudilane A.dos S.R.da Luz

Fonte: Professora Claudilane  A.dos S.R. da Luz 05/07/2018

Professoras Especialistas na Área Visual
Claudilane Andrade dos Santos Raposo da Luz
Maria Teresa Viola

Helen Keller, afirmava que : "Tenho andado com pessoas cujos olhos estão cheios de luz, mas que nada enxergam no mar ou no céu, nem nas ruas da cidade, nem nos campos. Seria muito melhor navegar para sempre na noite da cegueira com consciência, sentimento e propósito do que se contentar com o simples ato de enxergar. A única escuridão que não tem luz é a noite escura da ignorância e da insensibilidade."
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